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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Somebody I used to know

Fotos e músicas me trazem de volta um sorriso que há pouco tempo era você quem colocava no meu rosto.
Uma pasta especial perdida dentro de um HD cheio de documentos, me fizeram te trazer de volta.
A única coisa boa que sobrou de alguns meses juntos.

Pouco tempo passou desde que nos vimos pela última vez. Mas muita coisa mudou.

Muita mesmo.

Eu ainda me pergunto quem realmente você é. Quem era o cara que dormiu muitas noites do meu lado.
Eu me recuso a acreditar em tudo o que me falam ao seu respeito, sabia? 

Você não foi nem de perto o melhor namorado que eu já tive. Posso me arriscar a dizer que foi o pior. Sim.

Um namorado que não me respeitou. Que não me admirou. Que não foi meu companheiro. Que não foi parceiro. Egoísta, individualista, mimado, egocêntrico mesmo. 

Palavras duras....Sim... elas não chegam perto ainda da decepção que eu estou tendo a cada dia. Descobrindo aos poucos quem você realmente é. Um veneno destilado a cada conhecido com quem esbarro na rua. Sempre aquele mesmo diálogo....sempre um fim inusitado. E sempre, um ponto a mais em minha decepção.

Em três meses eu aprendi mais sobre você do que em todo o tempo em que estivemos juntos. Acho que agora eu entendo o porque de você não querer nunca falar sobre o seu passado.
Não tem muita coisa boa nele, não é mesmo?

Tudo bem. Cada um faz o que acha certo. Deixo claro que esta é minha opinião e em nenhum momento ela é verdade absoluta ou única. Ela é apenas baseada em relatos e percepções minhas.

O passado nunca pode ser deixado para trás. Assuma tudo o que aconteceu. Reconheça seus erros e tente mudar de verdade. Não adianta mudar de casa, de roupa ou de namorada. O passado vai continuar a existir e te perseguir. 
A única coisa que pode ser feita a respeito é não repeti-lo. Usá-lo como experiência e sabedoria. 

Ah, mas isso exige um certo grau de maturidade....deixa pra lá então....

sábado, 30 de junho de 2012

Na pontinha dos pés

Na pontinha dos pés... Sem fazer muito barulho, sem fazer muito alarde... Sem o barulho corriqueiro de uma paixão avassaladora.

Na pontinha dos pés... como quando a gente anda com medo de pisar no chão gelado.
Ou quando a gente já se machucou bastante, quando já desequilibramos muito, tropeçamos em sonhos e caímos nas ilusões. Aí a gente aprende a andar assim.



Como uma bailarina, vamos dançando ao ritmo da música. Mas sempre nas pontinhas do pés: cada movimento, cada pirueta é um movimento arquitetado. Ensaiado exaustivamente. Sempre na pontinha dos pés.

Um tombo vai além de uma queda: quebra a alma, parte o coração e traz uma cicatriz a mais para a coleção.

Na pontinha dos pés a gente vai andando, devagarzinho. Despretensiosamente. Ao som da valsa do tempo.

Na pontinha dos pés....