terça-feira, 14 de junho de 2011

Regina?


A integorração no meu Regina não é aleatório, na verdade, ela carrega um sentindo que em resumo posso dizer que representa a liberdade necessária, que ainda não tenho, para a ser uma Regina de verdade.

As reginas não são idênticas, mas compartilham do desejo de ser feliz intensamente onde a tristeza e o mal humor são sentimentos que dispensamos, um bom papo e boas companias são essenciais. Para nós belos e sinceros sorrisos ainda são qualidades.

Ser Regina é: conhecer, sentir, viver, experimentar, ouvir, falar, abraçar, festejar, compreender, brincar, amar, discordar, dançar, rir, viajar, chorar, modificar, comunicar, apreciar, beijar, desabafar, cantar, sair, conversar, superar, discordar, persuadir, errar, iludir-se, celebrar, aprender,ensinar, mudar de ideia e mudar novamente. E mais mil verbos que não vou lembrar.

Cresci numa família (que amo) onde esses meus pensamentos são considerados revolucionários e até utópicos, mas quem diria eles permanecem os mesmo. Compreendo certas maneiras de agir, mas não concordo talvez essa seja nossa grande diferença: capacidade de COMPREENSÃO. Minha paciência se torna insuportavel para mim mesma e a procura por uma saída tornou-se uma meta. O comodismo e a previsibilidade de uma possível vida comum me sufocam, anseio uma liberdade plena onde eu possa tomar minhas próprias decisões.

Eu quero ser uma Regina de verdade!

^^

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos Namorados

É de conhecimento público, que agora, todas as Reginas deste blog estão solteiras. Então, uma comemoração ao dia dos namorados não faria muito sentido. 
E é de conhecimento público, também, que isso não é um problema para nós. Aliás, acho que com propriedade, posso dizer que isso é opção de cada uma de nós, pelo menos, neste momento.
Estava eu, ontem, na procura de alguns textos para a elaboração do meu projeto monográfico, cujo tema envolve feminismo na américa do sul, eencontrei um texto, de uma moça chamada Carolina Vianna, e o achei muito propicio para o momento.


A Hermafrodita


Cuidado para não se transformar em uma hermafrodita! A frase repetiu-se durante a semana inteira na minha cabeça. Foi caso até de procurar no dicionário algum significado oculto que eu ignorasse. Não encontrei.

Repassei, mentalmente, minhas atitudes em relação ao outro, aos mocinhos. A proximidade do dia dos namorados trouxe-me, novamente, a questão da solidão. E não adianta, apesar de não compartilhar minha vida com alguém, não me sinto só. Começo a pensar que – para mim – solidão é estado de espírito.

As lembranças me mostram que em épocas anteriores já fui só e estava acompanhada. Então, noto que havia total despreparo para o relacionamento. É frase feita, daquelas que podem ser lidas em porta de banheiro ou pára-choques de caminhão, mas é verdade. A pior solidão é a dois.

Parece-me que, a cada dia, exigimos mais de nós mesmos e do outro. Acreditamos nos relacionamentos como entidade externa que existe apesar de nós e esperamos que traga solução para nossas questões individuais. Somamos problemas e frustrações confiando que o resultado final será a felicidade. Isso é, no mínimo, insensato.

Aprendi, nesses últimos anos, que compartilhar inicia-se numa ação egoísta. Precisamos, antes, ter o que compartilhar. Precisamos, antes, tornarmo-nos completos. Precisamos de momentos onde o silêncio predomina para aprender a suportar nossos pensamentos. E, assim, partir para algo mais complexo sem desespero.

Não adianta acrescentar mais uma pessoa em nossas vidas e repetir o comportamento das comédias românticas que assistimos no cinema. Isso não dá cabo da insatisfação, não supre a carência, não amaina as angústias. Não de forma definitiva. Esse comportamento, por fim, piora o quadro inicial de ausência de laços afetivos.

Então, hoje, vejo-me pronta para um relacionamento. Aliás, encontro-me vivenciando um relacionamento. O melhor que tive em todos os tempos. Sim, estou namorando. Tenho me namorado. Saio para jantar, viajo, satisfaço meus caprichos. Dedico a mim toda atenção necessária para cultivar um namoro saudável.

É, finalmente, estou pronta. E aí me deparo com outras questões. Falta-me vontade de incluir alguém na minha vida que, afinal, funciona tão bem assim. E mais. Onde encontrar alguém que se sinta bem o suficiente sozinho e queira compartilhar esse bem-estar?

O texto está disponível no site Mulheres no Poder.

E, mesmo solteira, desejo a todos, um ótimo dia dos namorados - com a pessoa mais importante para você: você mesmo! 

domingo, 5 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Com que calcinha eu vou?

Sabe né? Dia dos namorados cheeeegando, aquela noite especial pode roloar... calcinha de todo o dia não rola né?

Então, para a escolha da calcinha certa, #ficaadica, Reginas!

A imagem é do chupomermo.tumblr.com xD

domingo, 22 de maio de 2011

A todas uma ótima reginisse...

... mais complicado ainda é saber o que você "supostamente" já sabia a ponto de ainda se surpreender com o mesmo. Amo chegar a esse ponto: "desvalorização" da estória! Te contaram (abriram teus olhos) mas você, ainda, ou mesmo pra variar, cometeu. Maravilha! Sou regina mesmo e não me classifico diferente... Alías... Somos TODAS (literalmente) Como já dizia nossa amiga Regina " Palavras faladas distribuem conversas escritas".

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ponto final.

Como foi mesmo que me disseram? Que palavras mentem... palavras estão repletas de pensamento, que já foram dialogadas e que já foram semiotizadas, por assim dizer.
Que os sentimentos não. Estes são sinceros e não mentem: "é só deixar fluir.. vai! Fecha os olhos e sente!" Que as melhores conversas não são feitas de palavras...
Não. Não no meu mundo. Amo as letras. Amo as palavras. Sem elas não há acordo que valha.
E mais, amo as coisas serenas e estáveis. Não gosto da emoção da instabilidade.
Nada de mesmice, porque isto meu caro, não faz parte da minha rotina...nada de coisas iguais por muito tempo. Isso sim, mais do mesmo sabe?
Voltando... sentimentos e palavras, aí sim: dupla perfeita.
Palavras [obviamente] formam frases. Frases formam conversas. Que são sempre marcadas por pontos: exclamações, interrogações, vírgulas e pontos finais.
Nesta "longa conversa" que tivemos, muitas exclamações, e todas as vezes que me lembrar delas vou sorrir, com aquele sorriso que em muitas noites você admirou. Algumas interrogações, inerentes a este caminho... destas, algumas eu nunca tive resposta, outras palavras soltas responderam...me eram esclarecidas depois de um gesto - e te confesso, muitas vezes não foi a resposta que eu esperava.
Aaaah, as virgulas, destas eu me lembrarei para sempre: hiatos de desespero em que você sumia. E de repente, aparecia novamente: com a cara mais lavada. Rindo de toda a minha raiva reprimida. Elas foram importante. Foram a pausa para a minha loucura. Elas separam os momentos de felicidade extrema e de tristeza profunda. Separam as coisas que eu quero guardar das que eu me esforço para esquecer.
Por último, o ponto final. Tentei coloca-lo antes. No lugar de algumas vírgulas. Mas sabe né?  Cada um tem seu momento: não adianta colocar um ponto, quando na verdade o que se cabe é um ponto e virgula ou ainda, os famosos  três pontinhos.
Mas, esta hora derradeira chega. As vezes ela vem junto com um alivio: é aquela sensação boa de tirar os pesos do ombro. As vezes vem com uma dor profunda: depressão e vontade de não levantar mais da cama. E, as vezes, não vem com nada: simplesmente como um ponto final.
No nosso caso, para mim, é este último caso aí. Nada. Sinto que chegou a hora mesmo.

Essa conversa, independente da pontuação que colocamos, foi muito importante no meu livro.
Mas agora, virei a página.