domingo, 3 de março de 2013

No ovo e na farinha...


Ultimamente Reginas e Novas Reginas têm presenciado esta modalidade de “relacionamento”. Um processo lento de enrolar ou de se deixar enrolar. É importante frisar que esta não é uma questão de uma espera iludida para um relacionamento sério, a questão é bem mais simples, apenas saber o que realmente cada um é, ou até onde cada um pode se sentir à vontade em relação ao outro.


Questões simples viram uma novela ou uma piada porque tudo tem mil possibilidades de interpretações e nenhuma certeza. É o famoso ato de passar “no ovo e na farinha, no ovo e na farinha" e reserve porque antes de levar ao fogo você vai preparar todo o resto do jantar, enquanto o filé está ali absorvendo a mistura... mas nem sempre esse preparo todo garante um bom resultado. Normalmente é melhor ir direto ao ponto e colocar os pingos nos “is” porque se isso não é feito em comum acordo termina sendo feito isoladamente: cada um pro seu lado, cada um com sua melhor alternativa.

Mas, às vezes, você é tão enrolada em umas dessas misturas que dá gosto fazer o mesmo com o próprio ou com outro alguém. É como lavar a alma, se sentir desprendida e finalmente poder jogar, também, um pouquinho do seu veneno no mundo. Tornar as coisas mais ácidas, ainda que menos práticas, com leves toques de diretas para mostrar que nem sempre pura sedução e charme são o bastante para segurar um filé na reserva por muito tempo.





domingo, 18 de novembro de 2012

O que guardo na minha caixinha

Dentro da minha caixinha eu guardo sorrisos e lágrimas de alegrias.
Guardo o papel do meu chocolate preferido, aquele que você me deu depois de um dia de trabalho.

Guardo as fotos que tiramos no primeiro encontro. 
Tem uma flor seca e um guardanapo dobrado, com uma frase linda, que recebi de um "admirador secreto".
Tem pedacinhos do que fomos, do que somos e do que podemos ser.

Dentro da minha caixinha guardo as recordações do passado e as esperanças para o futuro.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que pode ser...


Expectativas sempre são perigosas... e quando fazem bem?
Ainda bem que estivemos em sintonia.
Ainda bem que quando nos olhamos nos gostamos.
É.... eu acho que foi assim, acho que é assim.

Expectativas sempre são perigosas... e quando fazem mal?
Falta de confiança. O que está acontecendo... não se sabe.
Está tudo errado ou é tudo coisa da minha cabeça?

Complico ou descomplico?
O que devo esperar?

Eu sei exatamente quando alguém me faz bem e hoje prefiro este sentimento do que a dúvida que costumava ser.
Algo...ou  irei acordar um dia e não ver mais sentido em esperar sozinha e irei optar em enxergar o outro lado da rua. Foi assim com você... eu optei em enxergar você, eu quis enxergar você e acho que foi uma boa ideia.

O que me impulsiona é ver uma contrapartida é sentir uma correspondência.
Minhas expectativas só vão onde as levam.
Posso até criar um monte de bobagens na minha cabeça, coisas de mulher, mas eu só me envolvo e só me sustento no que posso ter de volta... como uma gangorra só funciona se partir dos dois lados.

Naturalmente.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Segundas chances podem dar certo

Acho que podemos começar do zero: daquele momento em que nossos olhares se cruzaram naquele evento. Naquele dia em que o frio era tanto que eu me cobria com a tolha da mesa. No dia em que você me viu no meio de uma multidão e que eu fui hipnotizada na fila do almoço.

Um dia em que muita coisa mudou na minha vida: andava errante, tentando me encontrar, procurando não me achar. Mas fui achada. No meio de centenas de mesa, ambos de rosa, meu vestido mais claro e sua blusa mais escuro.

Algumas horas de conversas e toques leves e sutis: lembro como se fosse hoje a primeira vez que sua mão encostou no meu braço. Daqueles olhares trocados... Sem saber quem você era ou pra onde ia.

Lembro das nossas primeiras conversas e do nosso primeiro beijo: num filme, depois de ter expulso algumas pessoas que estavam próximas e que não conseguiram suportar o nosso falatório de primeiro encontro. Conversamos sobre o mundo num espaço de 2 horas.

Lembro das nossas primeiras brigas e de quando tudo começou a afundar. De todas as coisas não ditas e tudo que deveria ter sido e que não foi. Lembro das noites em que dormimos brigados, das noites em que o silêncio pairava pelo ar: não porque nos faltassem assuntos, mas porque ficávamos com nossas mágoas, com medo de afundar ainda mais.

Sinto como se fosse agora a dor do fim: cada lágrima escorrida, cada noite mal dormida e cada comprimido tomado para não precisa pensar. Lembro de todas as tentativas frustradas de conversas ou entendimento. Dói lembrar de tudo. Dói lembrar daquilo tudo que me falaram sobre você. Sobre alguém que eu nem imaginava existir.

Quebrou meu coração, descosturou minha alma e perfurou meus sentimentos. Pesado, dolorido e bastante sofrido.



Mas não há dor que não passe com o tempo: ele é o melhor remédio para tudo.
É o melhor conselheiro e a melhor peneira para separar o que é verdadeiro ou não.

E nesta peneira, alguns sentimentos ficaram retidos, outros passaram. Alguns,como pedrinhas de areia, precisaram ser apertados pra se desfazerem. E estão se desfazendo. A cada nova brincadeira. A cada caixinha e a cada sorriso escondido atrás de uma careta enciumada.

Sem receio, sem mesquinharia, sem orgulho. Sem se importar muito com o que vão dizer ou o que vão pensar.

Segundas chances na vida são raras. Devemos usá-las com sabedoria e evitar todos os caminhos errados, todas as mágoas e sentimentos que já foram conhecidos. Se uma nova chance nos foi dada, é porque aquilo que ficou retido na peneira do tempo é suficientemente verdadeiro para que um novo caminho seja escrito.

Se não der certo, paciência. Mas ninguém poderá dizer que não tentamos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Hey, Happy Bday!

Quando leio tudo o que já escrevi aqui endereçado a você, um filme passa pela minha cabeça... E sabe que mesmo depois de tudo, eu ainda consigo achar graça?

Você é especial. E eu não preciso repetir isso o tempo todo. Você sabe tanto disso que nem pestaneja diante dos meus mimis. Sabe que vou ficar brava, que vou gritar e espernear, mas que depois de tudo vou te olhar e sorrir.

Você é mais do que especial. Você tem o dom de dominar com os olhos: parece que lê exatamente o que se passa na minha cabeça. Tá, as vezes parece que precisa de óculos, mas eu sei que não se passa de uma simulaçãozinha para fazer um draminha.... O que você não perde por nada, hein?

Sabe, hoje eu me lembrei daquele aniversário em que te dei um chocolate e um cartão... Apesar de ter sido uma besteirinha, acho que nunca depositei tanto carinho em um presente.

E hoje, 6 anos depois, não tive tempo nem para te ligar e te falar como eu gosto de você ou como você é especial para mim. O como eu me sinto bem com nossa amizade, com nossa história, com todo nosso mimimi!



Não quero me rasgar em elogios ou desejos clichês. O que eu te desejo é muito grande para ser escrito em um texto sonolento.

O que eu te desejo só pode ser sentido com um abraço apertado, daqueles que só nossos corpos conseguem entender.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

De batom vermelho

Sai da frente: hoje ela está de batom vermelho!
Cabelo solto, sorriso no rosto e brilho nos olhos.

Com toda a desenvoltura de um canalha, ela senta em uma mesa com as amigas e começa o festival de suspiros: não há um homem sequer que não observe aquela moça sentada.

De batom vermelho o mundo é dela: quiça o universo e um bucado de estrelas.

Um desavisado chega junto, e aquele sorriso moldurado por um batom vermelho, se ilumina com um "Muito obrigada, mas eu estou bem sozinha". E a seguir algumas risadinhas são ouvidas.

Aquele batom vermelho é mais do que um mero capricho. Ele é um aviso: pense duas vezes antes de se aproximar. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Entre Sinatra e estrelas....

Sinatra pra mim tem a tua cara e a tua voz. Escutá-lo e não lembrar das vezes que te ouvi cantando do outro lado do telefone é impossível.

"Eu estava com gosto de cachaça na boca, menina!"
Ah, não estava não!
Pode ser que eu tenha me enganado, mas eu senti um delicioso gosto de saudade.

Aquele sabor, sabe? Quando a gente mistura amizade com desejo. Uma pitada de risadas bobas e corações partidos. Depois de levado ao forno do destino, por alguns meses à temperatura do acaso... nos esbarramos de novo.

Pierrot, Pierrot! Entrou como Dirceu na minha vida: meio doido, com um ar conquistador barato, sorriso no rosto e brinco na orelha.
Pintou algumas lágrimas e muitos sorrisos em meu rosto.
Fez um nascer do sol embriagado um dia especial e uma noite triste e angustiada sob um céu cheinho de estrelas se transformar em uma noite tranquila de sono.

Pierrot, mesmo com gostinho de cachaça, misturado com saudade, quero sempre ter você perto de mim.
Seja pra fazer compras de madrugada ou pra conversar sobre coisas que só fazem sentido pra gente.
Sempre.