E então, você entrou.
Eu já estava ali há uns 20 minutos, impaciente com o celular na mão, buscando qualquer coisa em uma rede social que pudesse me distrair enquanto esperava.
E então, você entrou.
Sorridente e tímido. Cumprimentando apenas as pessoas que estavam mais próximas.
E então, nossos olhares se cruzaram.
Acho que todos os anjos daquela igreja sorriram e tocaram suas harpas... Eu me lembro de ter ouvido algo... Mas não posso te dar certeza: eu estava muito concentrada em você.
Você era a estrela da noite: com seu violino em punhos, o concerto começou.
Você acredita em destino? Eu também não. Mas eu não tenho outra resposta para esse encontro misterioso.
Eu nunca vou a concertos. Por uma razão simples: estou sempre trabalhando.
Mas naquele dia... resolvi ir. Resolvi fechar o computador mais cedo e ir até lá. Haviam me falado muito bem das suas apresentações.
E quem diria que naquela mesma sala, depois de duas horas de boa música, com uma taça de vinho nas mãos, mais uma vez nossos olhares se cruzaram, nossos risos se cumprimentaram e nossas almas se reconheceram.
Não me lembro ao certo a desculpa que usamos para nos aproximar... nem importou muito. Parecia que já nos conhecíamos...
Um encontro casual, numa noite casual... Boas risadas regadas a um bom vinho.
Meu francês predileto, desejo muita sorte em seu caminho musical.
Desejo muitas risadas, muitas caipirinhas, muitas noites como a nossa.
Desejo sobretudo, que nunca perca este brilho nos olhos ao colocar seu violino nos ombros: eles deslumbram qualquer morena desprevenida...
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domingo, 24 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Somos Reginas, Somos Vadias, Somos Nossas!
Durante os últimas semanas, vários banners estão rolando nas redes sociais, sites e portais falando sobre isso.
Bom, para quem não sabe, a Marcha das Vadias tem como fonte de inspiração o "Slut Walk", um movimento mundial criado em abril de 2011. Tudo começou quando um oficial da polícia de Toronto (Canadá), disse que as mulheres deveriam parar de se vestir como vadias para evitar estupros.
Como sabem, somos Reginas, mulheres, bem resolvidas, donas do nosso corpo e da nossas vontades.
Temos todo o direito de andar com a (pouca) roupa, com quem e a hora que quisermos. Podemos ser hetero ou homo, loira ou morena, gorda ou magra. Temos o direito de escolher nossa vida, nossa profissão e o que fazemos com o nosso corpo!
A violência sexual não tem justificativa!
Meu corpo e minha sexualidade só pertencem a mim mesma.
Cresci numa família de mulheres independentes: minha avó foi chamada de "desquitada" e apontada na rua, em uma época em que apanhar calada era normal e que lutar por uma vida digna era vergonhoso.
Minha mãe, sempre trabalhou, estudou, cuidou dos filhos - com o apoio do meu pai, que ajudou um bucado quando ela voltou a estudar, cuidando de três pestes.
Eu não poderia ser diferente. Aprendi desde pequena que homem não é futuro de ninguém - são companheiros, amigos, maridos e amantes, mas futuro é trabalho e estudo. Que se eu quisesse ter algo meu, sentasse a bunda na cadeira, estudasse e trabalhasse. E assim eu sou. Sou minha e de quem EU quiser. E isso, nenhuma roupa, nenhuma dança e muito menos nenhum homem tem o direito de mudar.
Sim, sou feminista, sou mulher. Luto todos os dias para ser reconhecida pelo meu trabalho e pelo meu valor!
Por isso, dia 09/06, as 09:00h no Parque Solon de Lucena ( Lagoa), estarei sim na Marcha das Vadias aqui em João Pessoa, junto com outras centenas de mulheres que querem ter o direito de ser quem são! De se vestir como quiserem, de beijar quem e quantos quiserem!
Por um mundo igual, por um mundo justo, sim, eu sou uma vadia!
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