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domingo, 24 de junho de 2012

Quando o destino encontra olhares

E então, você entrou.
Eu já estava ali há uns 20 minutos, impaciente com o celular na mão, buscando qualquer coisa em uma rede social que pudesse me distrair enquanto esperava.
E então, você entrou.
Sorridente e tímido. Cumprimentando apenas as pessoas que estavam mais próximas.
E então, nossos olhares se cruzaram.
Acho que todos os anjos daquela igreja sorriram e tocaram suas harpas... Eu me lembro de ter ouvido algo... Mas não posso te dar certeza: eu estava muito concentrada em você.
Você era a estrela da noite: com seu violino em punhos, o concerto começou.


Você acredita em destino? Eu também não. Mas eu não tenho outra resposta para esse encontro misterioso.
Eu nunca vou a concertos. Por uma razão simples: estou sempre trabalhando.
Mas naquele dia... resolvi ir. Resolvi fechar o computador mais cedo e ir até lá. Haviam me falado muito bem das suas apresentações.

E quem diria que naquela mesma sala, depois de duas horas de boa música, com uma taça de vinho nas mãos, mais uma vez nossos olhares se cruzaram, nossos risos se cumprimentaram e nossas almas se reconheceram.

Não me lembro ao certo a desculpa que usamos para nos aproximar... nem importou muito. Parecia que já nos conhecíamos...

Um encontro casual, numa noite casual... Boas risadas regadas a um bom vinho.
Meu francês predileto, desejo muita sorte em seu caminho musical.
Desejo muitas risadas, muitas caipirinhas, muitas noites como a nossa.
Desejo sobretudo, que nunca perca este brilho nos olhos ao colocar seu violino nos ombros: eles deslumbram qualquer morena desprevenida...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para um Pierrot bobão

O que eu mais gosto em ti é a combinação do sorriso e o brilho nos olhos.
Sei que é muita pretensão minha achar que sou a única que repara nisto, mas gostaria muito de ser.

O que eu adoro em ti é a maneira como me fazes rir de coisas bobas. Da maneira sutil em que as coisas acontecem - me parecem naturais. Da maneira esquisita que você mexe no cabelo. Da maneira em que me olha na multidão e sorri. Da forma estranha em que me deixas feliz com uma mensagem aleatória.

O que me encanta em ti é a maneira em que me deixa feliz com uma ligação, com uma brincadeirinha sem-graça ao nos esbarrarmos - coisas que ficam nos olhares, sorrisos e piscadelas.

O que me entristece em ti, é saber que tudo o que me encanta, encanta também outras colombinas. Outras moçoilas em busca de um Pierrot com alma de Arlequim.

O que me entristece neste conto, é que enquanto Colombinas e Pierrôs passam em nossos carnavais o tempo  vai brincando. Um dia passa, um mês chega e um ano voa.

É Pierrot, será que esse carnaval vai ter um fim?

domingo, 10 de julho de 2011

Sim, você é essa Coca-Cola toda.

Pra mim, o sorriso mais bonito da cidade é o seu. Mesmo faltando uma lasquinha - obra minha, eu admito - continua sendo o sorriso mais lindo. Que quando dá o ar da graça, ilumina tudo o que estiver em volta.
Foi ele quem me conquistou, não seu joguinho de palavras, nem suas piadinhas sem-graça, Dirceu.

Foi por esse sorriso que eu me martirizei diante dos acontecidos. Fiquei com medo de não vê-lo mais.
Em tão pouco tempo ele me conquistou. E mais, dá vontade de ser egoísta: colocar uma fita preta quando não estiver por perto... pra não precisar dividi-lo com ninguém. Com nenhuma aproveitadora de sorrisos bonitos.

Quando você sorri é mais ou menos quando a gente abre uma coca-cola bem gelada num dia bem quente: só de ouvir aquele barulhinho uma sensação gostosa percorre a alma...
Pois é. 
Assim é seu sorriso: quando ele surge no meio das pessoas uma sensação gostosa, uma sensação de felicidade, de alegria, de alivio no meio da muvuca.

Quero sempre ter você perto de mim. Você e seu sorriso.

Sim, você é essa Coca-Cola toda.