quinta-feira, 14 de julho de 2016

Veja bem, meu bem

Veja bem, a gente não é nem amigo.
Somos dois estranhos que resolveram partilhar uma cama e algumas horas perdidas durante uma madrugada.

Definição fria e real da nossa relação. Assim... sem obrigação de saber como foi o dia ou de ligar para saber se o outro está bem.

Veja bem, meu bem, não sou do tipo que gruda ou que se apaixona fácil. Não sou do tipo que vai te ligar bêbada ou sonhar com uma família feliz por ter ficado com você.

O mais longe que eu consigo planejar é um "Oi, tudo bom?" da próxima vez que em que nos esbarrarmos naquele bar de sempre. Tá, tudo bem, podemos parar alguns segundos para os dois beijinhos e alguma pergunta mais intima...

Não... isso não quer dizer que eu não tenha gostado de você, ou que você não faça o "meu tipo". Veja bem meu, bem, sou do tipo meio muito livre sabe? Do tipo que não acredita naquelas coisas bonitas ditas a meia luz do amanhecer...
Nem mesmo nas coincidências que nos cercam...mesmo gosto musical, brigadeiristico e até alguns livros em comum... Não são coisas muito difíceis de se encontrar por aí, né?

Veja meu bem, eu não espero nada de você. Nada. Nem um telefonema. Nem uma balinha 7Belo.
Se for pra sermos amigos... que sejamos, sem joguinhos, sem cobranças.

Somebody I used to know

Fotos e músicas me trazem de volta um sorriso que há pouco tempo era você quem colocava no meu rosto.
Uma pasta especial perdida dentro de um HD cheio de documentos, me fizeram te trazer de volta.
A única coisa boa que sobrou de alguns meses juntos.

Pouco tempo passou desde que nos vimos pela última vez. Mas muita coisa mudou.

Muita mesmo.

Eu ainda me pergunto quem realmente você é. Quem era o cara que dormiu muitas noites do meu lado.
Eu me recuso a acreditar em tudo o que me falam ao seu respeito, sabia? 

Você não foi nem de perto o melhor namorado que eu já tive. Posso me arriscar a dizer que foi o pior. Sim.

Um namorado que não me respeitou. Que não me admirou. Que não foi meu companheiro. Que não foi parceiro. Egoísta, individualista, mimado, egocêntrico mesmo. 

Palavras duras....Sim... elas não chegam perto ainda da decepção que eu estou tendo a cada dia. Descobrindo aos poucos quem você realmente é. Um veneno destilado a cada conhecido com quem esbarro na rua. Sempre aquele mesmo diálogo....sempre um fim inusitado. E sempre, um ponto a mais em minha decepção.

Em três meses eu aprendi mais sobre você do que em todo o tempo em que estivemos juntos. Acho que agora eu entendo o porque de você não querer nunca falar sobre o seu passado.
Não tem muita coisa boa nele, não é mesmo?

Tudo bem. Cada um faz o que acha certo. Deixo claro que esta é minha opinião e em nenhum momento ela é verdade absoluta ou única. Ela é apenas baseada em relatos e percepções minhas.

O passado nunca pode ser deixado para trás. Assuma tudo o que aconteceu. Reconheça seus erros e tente mudar de verdade. Não adianta mudar de casa, de roupa ou de namorada. O passado vai continuar a existir e te perseguir. 
A única coisa que pode ser feita a respeito é não repeti-lo. Usá-lo como experiência e sabedoria. 

Ah, mas isso exige um certo grau de maturidade....deixa pra lá então....

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pelo direito de se arrepender

"Eu fiz merda. Me desculpa? Quero você de volta. Me aceita?"

É pelo direito de se arrepender que escrevo.
Pelo direito de chorar noites a fio, condenando "o momento" em que tudo mudou: o segundo que um sentimento antigo ressurgiu, o minuto que uma briga começou e a hora em que decisões foram tomadas.
Pelo direito de revirar fotos antigas, ouvir nossa músicas e reler todas as cartas e bilhetinhos trocados.
Por querer nossas noites no Skype. Por querer a ansiedade dos nossos encontros. Das nossas risadas.
Por querer nosso amor de volta: a cumplicidade, a amizade, o ciúmes bobo, os apelidos ridículos.
Por querer tudo de volta. Tudo.



É por isso que eu escrevo.

Pela ânsia em um dia te ter volta.
Pela esperança de você ainda me amar.

É pela vontade de poder voltar no tempo, fazer o relógio voltar dois anos e reconstruir a nossa história. Apagar algumas brigas, relevar algumas inseguranças. Passar corretivo nas palavras ditas e reescrever tudo o que falei errado.

É pelo direito de me arrepender que eu escrevo. Pelo direito de querer ter você e nosso amor de volta.

domingo, 3 de março de 2013

No ovo e na farinha...


Ultimamente Reginas e Novas Reginas têm presenciado esta modalidade de “relacionamento”. Um processo lento de enrolar ou de se deixar enrolar. É importante frisar que esta não é uma questão de uma espera iludida para um relacionamento sério, a questão é bem mais simples, apenas saber o que realmente cada um é, ou até onde cada um pode se sentir à vontade em relação ao outro.


Questões simples viram uma novela ou uma piada porque tudo tem mil possibilidades de interpretações e nenhuma certeza. É o famoso ato de passar “no ovo e na farinha, no ovo e na farinha" e reserve porque antes de levar ao fogo você vai preparar todo o resto do jantar, enquanto o filé está ali absorvendo a mistura... mas nem sempre esse preparo todo garante um bom resultado. Normalmente é melhor ir direto ao ponto e colocar os pingos nos “is” porque se isso não é feito em comum acordo termina sendo feito isoladamente: cada um pro seu lado, cada um com sua melhor alternativa.

Mas, às vezes, você é tão enrolada em umas dessas misturas que dá gosto fazer o mesmo com o próprio ou com outro alguém. É como lavar a alma, se sentir desprendida e finalmente poder jogar, também, um pouquinho do seu veneno no mundo. Tornar as coisas mais ácidas, ainda que menos práticas, com leves toques de diretas para mostrar que nem sempre pura sedução e charme são o bastante para segurar um filé na reserva por muito tempo.





domingo, 18 de novembro de 2012

O que guardo na minha caixinha

Dentro da minha caixinha eu guardo sorrisos e lágrimas de alegrias.
Guardo o papel do meu chocolate preferido, aquele que você me deu depois de um dia de trabalho.

Guardo as fotos que tiramos no primeiro encontro. 
Tem uma flor seca e um guardanapo dobrado, com uma frase linda, que recebi de um "admirador secreto".
Tem pedacinhos do que fomos, do que somos e do que podemos ser.

Dentro da minha caixinha guardo as recordações do passado e as esperanças para o futuro.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que pode ser...


Expectativas sempre são perigosas... e quando fazem bem?
Ainda bem que estivemos em sintonia.
Ainda bem que quando nos olhamos nos gostamos.
É.... eu acho que foi assim, acho que é assim.

Expectativas sempre são perigosas... e quando fazem mal?
Falta de confiança. O que está acontecendo... não se sabe.
Está tudo errado ou é tudo coisa da minha cabeça?

Complico ou descomplico?
O que devo esperar?

Eu sei exatamente quando alguém me faz bem e hoje prefiro este sentimento do que a dúvida que costumava ser.
Algo...ou  irei acordar um dia e não ver mais sentido em esperar sozinha e irei optar em enxergar o outro lado da rua. Foi assim com você... eu optei em enxergar você, eu quis enxergar você e acho que foi uma boa ideia.

O que me impulsiona é ver uma contrapartida é sentir uma correspondência.
Minhas expectativas só vão onde as levam.
Posso até criar um monte de bobagens na minha cabeça, coisas de mulher, mas eu só me envolvo e só me sustento no que posso ter de volta... como uma gangorra só funciona se partir dos dois lados.

Naturalmente.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Segundas chances podem dar certo

Acho que podemos começar do zero: daquele momento em que nossos olhares se cruzaram naquele evento. Naquele dia em que o frio era tanto que eu me cobria com a tolha da mesa. No dia em que você me viu no meio de uma multidão e que eu fui hipnotizada na fila do almoço.

Um dia em que muita coisa mudou na minha vida: andava errante, tentando me encontrar, procurando não me achar. Mas fui achada. No meio de centenas de mesa, ambos de rosa, meu vestido mais claro e sua blusa mais escuro.

Algumas horas de conversas e toques leves e sutis: lembro como se fosse hoje a primeira vez que sua mão encostou no meu braço. Daqueles olhares trocados... Sem saber quem você era ou pra onde ia.

Lembro das nossas primeiras conversas e do nosso primeiro beijo: num filme, depois de ter expulso algumas pessoas que estavam próximas e que não conseguiram suportar o nosso falatório de primeiro encontro. Conversamos sobre o mundo num espaço de 2 horas.

Lembro das nossas primeiras brigas e de quando tudo começou a afundar. De todas as coisas não ditas e tudo que deveria ter sido e que não foi. Lembro das noites em que dormimos brigados, das noites em que o silêncio pairava pelo ar: não porque nos faltassem assuntos, mas porque ficávamos com nossas mágoas, com medo de afundar ainda mais.

Sinto como se fosse agora a dor do fim: cada lágrima escorrida, cada noite mal dormida e cada comprimido tomado para não precisa pensar. Lembro de todas as tentativas frustradas de conversas ou entendimento. Dói lembrar de tudo. Dói lembrar daquilo tudo que me falaram sobre você. Sobre alguém que eu nem imaginava existir.

Quebrou meu coração, descosturou minha alma e perfurou meus sentimentos. Pesado, dolorido e bastante sofrido.



Mas não há dor que não passe com o tempo: ele é o melhor remédio para tudo.
É o melhor conselheiro e a melhor peneira para separar o que é verdadeiro ou não.

E nesta peneira, alguns sentimentos ficaram retidos, outros passaram. Alguns,como pedrinhas de areia, precisaram ser apertados pra se desfazerem. E estão se desfazendo. A cada nova brincadeira. A cada caixinha e a cada sorriso escondido atrás de uma careta enciumada.

Sem receio, sem mesquinharia, sem orgulho. Sem se importar muito com o que vão dizer ou o que vão pensar.

Segundas chances na vida são raras. Devemos usá-las com sabedoria e evitar todos os caminhos errados, todas as mágoas e sentimentos que já foram conhecidos. Se uma nova chance nos foi dada, é porque aquilo que ficou retido na peneira do tempo é suficientemente verdadeiro para que um novo caminho seja escrito.

Se não der certo, paciência. Mas ninguém poderá dizer que não tentamos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Hey, Happy Bday!

Quando leio tudo o que já escrevi aqui endereçado a você, um filme passa pela minha cabeça... E sabe que mesmo depois de tudo, eu ainda consigo achar graça?

Você é especial. E eu não preciso repetir isso o tempo todo. Você sabe tanto disso que nem pestaneja diante dos meus mimis. Sabe que vou ficar brava, que vou gritar e espernear, mas que depois de tudo vou te olhar e sorrir.

Você é mais do que especial. Você tem o dom de dominar com os olhos: parece que lê exatamente o que se passa na minha cabeça. Tá, as vezes parece que precisa de óculos, mas eu sei que não se passa de uma simulaçãozinha para fazer um draminha.... O que você não perde por nada, hein?

Sabe, hoje eu me lembrei daquele aniversário em que te dei um chocolate e um cartão... Apesar de ter sido uma besteirinha, acho que nunca depositei tanto carinho em um presente.

E hoje, 6 anos depois, não tive tempo nem para te ligar e te falar como eu gosto de você ou como você é especial para mim. O como eu me sinto bem com nossa amizade, com nossa história, com todo nosso mimimi!



Não quero me rasgar em elogios ou desejos clichês. O que eu te desejo é muito grande para ser escrito em um texto sonolento.

O que eu te desejo só pode ser sentido com um abraço apertado, daqueles que só nossos corpos conseguem entender.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

De batom vermelho

Sai da frente: hoje ela está de batom vermelho!
Cabelo solto, sorriso no rosto e brilho nos olhos.

Com toda a desenvoltura de um canalha, ela senta em uma mesa com as amigas e começa o festival de suspiros: não há um homem sequer que não observe aquela moça sentada.

De batom vermelho o mundo é dela: quiça o universo e um bucado de estrelas.

Um desavisado chega junto, e aquele sorriso moldurado por um batom vermelho, se ilumina com um "Muito obrigada, mas eu estou bem sozinha". E a seguir algumas risadinhas são ouvidas.

Aquele batom vermelho é mais do que um mero capricho. Ele é um aviso: pense duas vezes antes de se aproximar. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Entre Sinatra e estrelas....

Sinatra pra mim tem a tua cara e a tua voz. Escutá-lo e não lembrar das vezes que te ouvi cantando do outro lado do telefone é impossível.

"Eu estava com gosto de cachaça na boca, menina!"
Ah, não estava não!
Pode ser que eu tenha me enganado, mas eu senti um delicioso gosto de saudade.

Aquele sabor, sabe? Quando a gente mistura amizade com desejo. Uma pitada de risadas bobas e corações partidos. Depois de levado ao forno do destino, por alguns meses à temperatura do acaso... nos esbarramos de novo.

Pierrot, Pierrot! Entrou como Dirceu na minha vida: meio doido, com um ar conquistador barato, sorriso no rosto e brinco na orelha.
Pintou algumas lágrimas e muitos sorrisos em meu rosto.
Fez um nascer do sol embriagado um dia especial e uma noite triste e angustiada sob um céu cheinho de estrelas se transformar em uma noite tranquila de sono.

Pierrot, mesmo com gostinho de cachaça, misturado com saudade, quero sempre ter você perto de mim.
Seja pra fazer compras de madrugada ou pra conversar sobre coisas que só fazem sentido pra gente.
Sempre.

domingo, 19 de agosto de 2012

O poder de uma lingerie

Ela acordou com a alma cheia de felicidade e a cama vazia: o céu estava claro e o sol brilhava como há muito tempo não se via. Rolou na cama, sentiu o lençol limpinho e se perdeu entre todos os travesseiros! Aproveitou cada espacinho.... fazia tempo que ela não se perdia na vastidão do seu espaço.

Aquele banho demorado! Tudo bem.... uma vez na vida... com o som no volume máximo, por favor! Um ritual atropelado pela correria diária. Nunca conseguia acordar com tempo suficiente para se preparar para o resto do dia.

Escolheu sua roupa cuidadosamente. Combinou um sapato confortável e catou brincos esquecidos numa caixinha de música da infância.
E abriu sua gaveta preferida. Um sorriso brotou no meio de sua música predileta! Um paraíso de rendas e cores a sua frente: gaveta de lingerie! Onde seus segredos mais íntimos estavam escondidos. Cada peça, cada lacinho e rendinha dali lembravam um bom momento de sua vida.


Escolheu uma calcinha de renda rosa claro: um pouco menor do que necessária, mas que fazia seu bumbum ficar lindo naquele vestido rosa chá! O sutiã em um tom mais escuro, mas que deixava seus seios deliciosamente fartos.

E o melhor de tudo: ela sabia disso!
Sabia que com aquela combinação invisível para as pessoas ela teria o que quisesse.
Sabia que com aquelas peças minusculas por dentro de seu vestido, a fazia se sentir mais segura, mais mulher, mais bonita, mais sexy. Mais ela.

E o melhor de tudo: o mundo percebia isto!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre o amor e a atração

Ah o amor!
Aquilo que faz um dia chuvoso se tornar em um dia especial: 10 minutos de conchinha torna o trânsito suportável e a reunião com o chefe uma delícia. Amor é aquilo que faz você assistir um filme de bang-bang mesmo tendo uma comédia romântica super bem falada na sala ao lado, tudo para ver o sorriso do cidadão amado. 
Amor é aquilo que te faz aguentar aquele mau-humor antes do almoço e aquela reclamação sem fim depois que se empanzinou. Amor é aquilo que te faz ficar horas no Skype, no Facebook ou em qualquer outro lugar que você possa ouvir o ser amado contar as novidades.
Amor é amor: com todos os defeitos, com todos as qualidades, com todas as tentações e provações do dia a dia, o amor continua sendo amor.

A atração é diferente. Ela é independente. Moça moderna!
Não quer saber muito de tradicionalismo não: ela chega, faz seu coração bater mais rápido, briga um pouco com sua razão. Ela é um tanto mimada e quer a todo custo ser satisfeita: não importa se você tem um amor, se você tem uma paixão, um rolo ou um encosto. Quando ela chega... ela chega.
E depois... vai embora. As vezes dá um ´tchauzinho`, outras sai de fininho e pode sair batendo a porta. Não se culpe... ela é muito voluntariosa. 

Meu bem.... Só nós sabemos como ela foi forte e como resistimos à ela. E acredite, você fez isto muito bem. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Exageros Femininos



Como mulher concordo com o discurso feminista, mas só em partes. Exageros me dão preguiça. Uma mulher bater firme no peito e dizer que pode sim ser igual a um homem? Não tenho estômago, para mim esse tipo de afirmação equivale à uma afirmação machista estúpida.

Sou mulher e tenho orgulho de ser, quero todos os direitos que me cabem e exatamente por
ser mulher que não sou um homem, é sei que isto soou redundante, mas é isso mesmo. Como esperar tratamentos exatamente iguais quando somos diferentes?


Não, não quero o direito de andar sem camisa, isso sim para mim é uma desvalorização do corpo feminino. Não, eu não quero ter que fingir que não preciso de um homem nunca, porque posso fazer qualquer coisa sozinha. Sabe por quê? Porque não posso, porque detestaria ter que viver em um mundo de “iguais”, também detestaria viver em um mundo só de mulheres. Por mais que existam os sem noção, machistas, detestáveis, ogros e todos os milhares de adjetivos que podemos encontrar para homens abomináveis, ainda existem muitos que te servem, amam e que prestam. “Todos os homens são iguais” a mesma proporção também enxergo mulheres que não valem nada. Gênero não determina o quanto um ser humano possa ser bom ou mal.

Quanto à violência feminina e tudo que de alguma forma desvalorize ou prejudique as mulheres assino em baixo ao movimento feminista, mas vislumbrar um mundo onde homens e mulheres se tratem como inimigos em busca de uma igualdade incompreensível não me comove. Apenas devemos lutar pelo que realmente vale à pena, ignorar os que se incomodam e se impor com maturidade. Apenas isso.

sábado, 30 de junho de 2012

Na pontinha dos pés

Na pontinha dos pés... Sem fazer muito barulho, sem fazer muito alarde... Sem o barulho corriqueiro de uma paixão avassaladora.

Na pontinha dos pés... como quando a gente anda com medo de pisar no chão gelado.
Ou quando a gente já se machucou bastante, quando já desequilibramos muito, tropeçamos em sonhos e caímos nas ilusões. Aí a gente aprende a andar assim.



Como uma bailarina, vamos dançando ao ritmo da música. Mas sempre nas pontinhas do pés: cada movimento, cada pirueta é um movimento arquitetado. Ensaiado exaustivamente. Sempre na pontinha dos pés.

Um tombo vai além de uma queda: quebra a alma, parte o coração e traz uma cicatriz a mais para a coleção.

Na pontinha dos pés a gente vai andando, devagarzinho. Despretensiosamente. Ao som da valsa do tempo.

Na pontinha dos pés....

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vai

Tudo bem.
A amizade tem dessas coisas mesmo.
Nem sempre vamos dizer o que você quer ouvir.
Não podemos não dizer o que achamos: amigos de verdade nunca mentem. Lembra?
Não importa o que for: uma roupa feia, um sapato de velha, uma maquiagem mal feita, um namorado feio. Não importa. Nunca queremos o seu mal.

Mas a amizade tem disso. E infelizmente não podemos fazer nada. Por mais que os nossos corações se desesperem, se machuquem ou entrem em pânico.

Vai. Vive tudo o que tiver que viver.
Estaremos aqui prontas pra sorrir quando você sorrir.
Prontas pra chorar quando você chorar.
Carregando uma lona: se você cair a gente segura.
E se você voar, a gente aplaude!


Vai. Mas não esquece: estamos juntas há muito tempo. Muito.
Vai. Mas não esquece tudo o que vivemos: sorrisos, lágrimas, brigas, brigadeiros, noites amanhecidas, saudades, pressões, madrugadas de jogos, namoricos e 'namorões'.

Vai, vai sim! Vai viver.
Vai aprender que independente do que aconteça, nós estaremos aqui!

domingo, 24 de junho de 2012

Quando o destino encontra olhares

E então, você entrou.
Eu já estava ali há uns 20 minutos, impaciente com o celular na mão, buscando qualquer coisa em uma rede social que pudesse me distrair enquanto esperava.
E então, você entrou.
Sorridente e tímido. Cumprimentando apenas as pessoas que estavam mais próximas.
E então, nossos olhares se cruzaram.
Acho que todos os anjos daquela igreja sorriram e tocaram suas harpas... Eu me lembro de ter ouvido algo... Mas não posso te dar certeza: eu estava muito concentrada em você.
Você era a estrela da noite: com seu violino em punhos, o concerto começou.


Você acredita em destino? Eu também não. Mas eu não tenho outra resposta para esse encontro misterioso.
Eu nunca vou a concertos. Por uma razão simples: estou sempre trabalhando.
Mas naquele dia... resolvi ir. Resolvi fechar o computador mais cedo e ir até lá. Haviam me falado muito bem das suas apresentações.

E quem diria que naquela mesma sala, depois de duas horas de boa música, com uma taça de vinho nas mãos, mais uma vez nossos olhares se cruzaram, nossos risos se cumprimentaram e nossas almas se reconheceram.

Não me lembro ao certo a desculpa que usamos para nos aproximar... nem importou muito. Parecia que já nos conhecíamos...

Um encontro casual, numa noite casual... Boas risadas regadas a um bom vinho.
Meu francês predileto, desejo muita sorte em seu caminho musical.
Desejo muitas risadas, muitas caipirinhas, muitas noites como a nossa.
Desejo sobretudo, que nunca perca este brilho nos olhos ao colocar seu violino nos ombros: eles deslumbram qualquer morena desprevenida...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dos corações quebrados e peitos costurados

Este é especial para uma nova amiga, que quando eu precisei esteve prontamente ao meu lado, com poucas palavras me ajudou a superar um momento dificil!
Pois bem! Minha vez de te ajudar! Porque amigas são para isso!

Nem sempre podemos dizer o que a outra quer escutar: amigas de verdade dizem a verdade! Seja ela sobre seu cabelo ou sobre a fogueira que você acabou de pular e esta chorando porque ainda queria se queimar!

E nada melhor do que uma amiga para nos aparar quando estamos de coração partido e peito costurado.

A dor de um coração quebrado não pode ser medida. Não pode ser julgada. Não pode ser confidenciada em palavras. E só sabe o tamanho quem a sente.
Por isso, amiga, por mais que eu quisesse te dizer que amanhã tudo vai passar, eu não posso. Não mentiria para você.



Aproveite cada momento da sua dor. Cada lágrima que brotar deve servir como reflexão: tudo de bom e tudo de ruim que aconteceu deve ser lembrado, medido. O quer for bom fica! O que for ruim saí deixando um aprendizado.

Sinta todo esta dor. Pode parecer masoquista. Mas esta, de todas as dores, é a mais necessária para uma mulher: nos ensina a ser mais forte. Mais dura na queda. Nos ensina a diferenciar diamantes de cacos de vidro.

Viva cada dia de uma vez e chore o tempo que achar necessário. Posso prometer estar pronta pra te ajudar a secar as lágrimas.
Viva um dia de cada vez e perceba que a vida continua. Posso prometer te mostrar tudo de mais divertido que eu conheço.
Viva um dia de cada vez e veja que sim, o coração remenda, a ferida no peito desaparece e os sorrisos substituem as lágrimas. Posso prometer estar por perto para rir contigo de tudo o que passou.

Viva um dia de cada vez. Um sentimento de cada vez. E no fim, sairemos mais forte dessa: você, seu coração e nossa amizade!

domingo, 17 de junho de 2012

Beatles nas caixinhas de som... último volume! Uma ótima seleção achada aleatoriamente no Youtube, tá? Daquelas... quem não tem cão caça com gato...É, quando penso que poderia estar ao seu lado... Uma raiva das burocracias aéreas.. grrrrr...

Foram coisas tão bobas.... que me fazer rir só de lembrar!
Como você me deixou falar tanto em uma noite só? Devo desculpas por isso... mas é tão difícil alguém querer conversar de verdade - de ter opiniões e idéias sobre...- que eu acabei me empolgando um pouquinho... er.. um poucão!


Não é só porque o seu jeito engraçado de dançar me fez me sentir menos boba ou porque você escolheu meu sorvete preferido. Muito menos por você ter rido das minhas coisas bobas ou porque eu me encantei com o seu jeito mágico e suas músicas encantadoras...

Mas, cara, eu me pergunto até agora, o que faço para te roubar pra mim?

sábado, 16 de junho de 2012

Um ano de Reginas!

Gente, o blog fez um ano! E nós, Reginas mais ocupadas do que nunca, nem lembramos disso!
Entre alegrias e tristezas, risadas e lágrimas, amores e decepções fizemos um ano de blog! E ainda continuamos muito vivas! E digo mais: bem melhores do que antes! 

O Reginas, como muitas coisas boas da vida, começou na mesa de um boteco. No meio de risadas e cervejas, um caderninho apareceu na mesa e anotações loucas sobre devaneios juvenis foram surgindo.
E então, eramos quatro corações, oito mãos e muitos sentimentos prontos para escrever tudo aquilo que nos fazia rir loucamente, chorar copiosamente e amar incondicionalmente.



E de tudo falamos um pouco: religião, sexo, amor, amigos, coca-cola, beatles, decepções, política, desabados de trabalho, livros e até sobre cutículas! Porque na cabeça de uma Regina o mundo não gira, quica! 

E mais, nesse um ano e poucos meses, o tanto de Reginas que conhecemos foge o número de dedos das nossas mãos! Muitas! Mulheres que como nós, são assim... meio muito livres. Meio muito felizes com suas celulites, estrias e perna finas. 

Mulheres que sentam na mesa de um bar pra beber uma cerveja bem gelada, rir um pouco da vida, reclamar dos problemas, sonhar com o impossível. E claro, do principal deles: homens.

Sim, os Reginaldos também fazem parte da nossa felicidade! Alguns muito importante, né Pedrão? Amigo e apoiador incondicional das nossas Reginisses. Hugo, caçador de cangurus que está fazendo uma falta absurda nas noites quentes com cervejas geladas. Carlos, o criador das Reginas - sim, fomos criadas por um homem e daí? Bruno, um Reginaldo impostor, fonte de inspiração para alguns textos aqui escritos e ladrão da nossa amizade e admiração. Charbel e Vinicius, duas peças fundamentais em momentos reginísticos! As risadas não seriam as mesmas sem vocês meninos!

Um ano! Não somos um blog "bombástico", não somos um blog "pop". E nem queremos isso! Mas somos muito gratas aos nossos amigos e leitores que comentam - aqui, no Facebook ou mesmo com a gente, quando nos batemos por aí - É muito gostoso saber que somos lidas e mais, que as pessoas se identificam com o que estamos vivendo! 

Nossa amizade não começou aqui. Mas aqui está registrado muitas coisas boas que estamos vivendo por ela! 

Muito obrigada por todas estas risadas Reginas! Muito obrigada pelas broncas e brigas! Muito obrigada por serem quem são e por fazerem eu ser quem eu sou!

E que venham muitos e muitos anos de Reginisses!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tá na pista? É pra dançar!


E eu pensei que fosse São João, que você quisesse dançar juntinho, quando na verdade, está mesmo no Carnaval... é isso mesmo cada um vai dançando no ritmo que lhe agrada mais. 

Tem gente que gosta de confundir e eu sei que essa é umas das melhores sensações de ser e de sentir! Quem não gosta de ser motivo? É confusão que às vezes gosto de sentir, às vezes também gosto de ser.

"Regina... a gente pode até perder alguns passos, mas nunca a música inteira e foi bom dançar com você."


 Assim vou dançando sozinha ou com quem me chamar porque adoro dançar, dançar todos os ritmos.

 Não faz muito tempo alguém disse sobre mim “ei, ela ta na pista”, achei engraçado e até absurdo... Mas pensando bem é isso: estou mesmo!

Estou na pista e vou dançar a música que estiver tocando até dançar aquela música.